o amanhã nunca chega

Wednesday, February 08, 2006

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Mais um passo dado. Este blog está morto. Me esqueçam.

Tuesday, January 31, 2006

BsAs

Numa das estaçoes do metro tem uma imagem de uma Nossa Senhora numa coluna e as pessoas, que passam correndo para nao perder o trem, sempre tocam nela e fazem o sinal da cruz.

Só vi um poodle aqui, mas tem uma quantidade incrível de cachorros grandes, inclusive abandonados pela rua. Nenhum pareceu perigoso.

Tomei café numa lanchonete ouvindo Beatles, depois, num barzinho, fui comprar cerveja e tocava The Cure. Na quitanda da esquina tava tocando Franz Ferdinand. Sempre toca alguma música brasileira aqui no cybercafé onde eu tô, da última vez foi Tom Jobim.

A cada esquina tem um amontoado de lixo e nao é raro também vê uma pessoas e uma infinidade de pombos procurando comida em meio ao sacos.

Na Plaza de Mayo, próxima ao albergue, e em suas rendodezas se vê mais turista do que gente local. Quando fui no banco, esbarrei com brasileiros, gente falando alguma língua nórdica, americanos boboes e branquelos...

Hamburguer é chamado de hamburguesa e cachorro-quente de pancho... É impossível andar um quarteirao sem encotnrar uma pancheria ou um quiosco no caminho. Assim como também é bem comum os locutórios, onde você paga pra usar o telefone.

Sem moedas você nao anda de ônibus, porque tem uma maquininha perto do motorista onde você deposita o preço da passagem em moedas. O mesmo funciona pra telefones públicos.

Sim, tem muitos mullets, mas isso nao é o pior. Tem uma variaçao tipicamente portenha em que o sujeito raspa a cabeça e deixa só um montinho de cabelo na parte de trás. As mulheres, praticamente todas, tem cabelos estilosos e de acordo com essa moda indie, com óculos grandoes e tudo mais.

De uma maneira geral, elas realmente sao mais magras e mais peitudas que as brasileiras. Mas também mais narigudas. Olhos claros é super comum, segundo uns alemaes daqui, é mais comum que na Alemanha.

Discoteca aqui também é chamada de boliche. E tem muitas. Pena que nao conheci muitas ainda, mesmo porque é meio caro, como em qualquer lugar.

Posso comprar uma pizza grande de mussarela por 5 pesos a uns 6 quarteiroes daqui. No mercado, uma camisa por 6 pesos. E nao gasto mais que alguns centavos pra comprar umas verduras.

Nao existe nota de 1 peso, só moeda. E ela também tem duas cores, como o real.

Tem músicos de rua por todo lado. Do velhinho que toca folk americano no metro, ao bêbado que maltrata o violino no semáforo ou à banda de uma das feiras conhecidas que mistura jazz e música latina.

O trânsito é uma loucura. Os pedestres nao respeitam os carros. Bilhoes de taxis. Mesmo com o sinal aberto para pedestres os carros podem eventualmente passar. Os ônibus nunca param totalmente pra você descer.

Tenho comido bastante num self-service chinês vegetariano, que fechou durante o ano novo na China. Têm bastante chineses por aqui, principalmente em mercados.

Por acaso

Hum... eu tô enrolando pra escrever aqui já faz uns três dias... vou aproveitar a preguiça avassaladora dessa tarde pra fazer isso entao. Sábado e domingo foram insuportáveis de quente. Domingo a noite chegou a fazer 32 graus! Mas felizmente aqui parece Brasília com relaçao ao tempo. Ontem já tava bem agradável e hoje tá decididamente frio.

Ahn... demorei tanto pra escrever que esqueci o que tinha pra falar... hm... no sábado eu encontrei com uma brasileira do orkut que também tá por aqui e fui com ela e uma amiga à um bar na parte turística e cara da cidade. Mais uma vez gastei mais do que o necessário e já tô começando a entrar em um estado preocupante de falta de dinheiro. Mas bem, foi divertido, o ambiente era ótimo e paguei 10 pesos (ai) por uma das melhores (e mais fortes) cervejas que já tomei na vida. Perambulei mais um pouco pelas partes bonitas, como Puerto Madero e no domingo conheci um baixinho romeno que já esteve, aparentemente, em quase todo lugar do mundo. Fui com ele e o Jan à um museu, nao lembro qual (droga, sou péssimo com nomes) e foi ahn... bem diferente. Tinha uma exposiçao estranha de um brasileiro e outro cara, onde a arte tava no ambiente criado por eles e você interagia com ela, bem engraçado. Andei, andei, andei... tô começando a me situar melhor nos metrôs daqui, nao é tao complicado quanto parece.

Domingo a noite rolou uma festinha argentina-mexicana na cobertura com cerveja, tequila e maconha ^^ Eu só cheguei lá mais pro fim e apesar de eu nao conseguir trocar mais do que algumas palavras com nenhum deles, tudo correu bem. Final da noite (er... começo da manha, na verdade) tinha gente caida até debaixo da mesa. Ontem foi mais tedioso, saí pra fazer compras e coisas sem graça. Outra noite na cobertura, dessa vez mais light: mate, cerveja, violao e cançoes inventadas.

Hoje decidi que nao vou mais viajar para o sul, pelo menos nao agora. O Jan vai ter que ficar um tempo aqui estudando espanhol, entao nao irei também, já que nao tô nem um pouco disposto a acampar sozinho. Mas talvez faça isso depois. Perdi 15 pesos, já que a passagem vai pro lixo, mas a parte boa é que agora vou encontrar a Lívia aqui em Buenos Aires. Ela iria chegar um dia depois de eu ter partido.

Eu nao sei exatamente como, mas vou ter que sobreiver até o fim de semana com 70 pesos... adeus noites de bebedeira :/ ainda bem que guardei uma garrafa de ontem pra hoje ^^

Thursday, January 26, 2006

Caminhos

Bom, me encheu o saco um pouco continuar a escrevendo aqui, entao nao vou mais fazer isso tao frequentemente quanto antes. Ontem andei pensando (a cobertura daqui é um lugar ideal pra sentar e ficar pensando a noite, olhando pro céu) e cheguei a conclusao de que preciso tomar uma decisao. Daqui uma semana vou pegar um trem e vou pra uma cidadezinha ao sul daqui, acampar na minha super tenda... espero que ela nao saia voando com o primeiro vento. Vou encontrar o Jan lá (espero) e devo acabar fazendo coisas hippies. Hum, acho que vou acabar virando vegetariano também, tem cada comida ótima e me sinto bem mais saudável. Nao que isso realmente faça tanta diferença já que meu cancer no pulmao tá a caminho, mas eh que me sinto fraco comendo pizza e hamburguer todo dia.

Falando em pessoas, percebi hoje que o hostel desanimou um pouco, antes era festa toda noite, agitaçao... todo dia acontecia algo inesperado. As pessoas mais animadas foram embora, e chegaram algumas novas também, mas nenhuma figura excêntrica. Tem uns mexicanos e uns argentinos (suponho) que chegaram nos últimos dias e tao sempre perambulando pra lá e pra cá, mas nada muito divertido acontece agora.

Tô todo queimado, como um típico turista bobao, só falta o short curto e a camisa florida. Passei o dia inteiro andando pelas ruas, parques, sendo turista. Amanha parece que as pessoas aqui vao no Opera Bay, que é tipo a boate dos famosos daqui... mas 30 pesos realmente vai me fazer falta, entao devo acabar nao indo. Enfim... tudo anda mais ou menos nos eixos e meu dinheiro ainda tá durando. Sobreviverei... acho.

Monday, January 23, 2006

Oh, what a beautiful day

Hoje foi um dia daqueles que você se orgulha de ter vivido. Tudo deu certo. Acordei meio mal humorado mas já no saguao encontrei pessoas conversando e me animando. Todos fizeram um grande almoço com todo tipo de comiodas típicas e foi super engraçado. Nos sentimos todos unidos, como uma grande família. Logo depois fomos andar pela cidade e conheci várias outras pessoas, lugares belíssimos... Acho que nao vou mais voltar, encontrei meu lugar no mundo, minha vida agora é outra. E ainda nem comecei a falar da noite... estávamos todos num bar com aquele clima perfeito, em que você esquece que em poucas horas aquilo tudo pode acabar... cantando uma música argentina, todos bêbados. Outras pessoas se juntaram à nós e no meio da confusao conheci a garota mais linda que já vi e tao parecida comigo que acho que fomos feitos um para o outro. Tanta coisa que aconteceu, tanto mudou em mim que mal posso me conter. Aprendi a falar espanhol, agora tenho grandes amigos além das fronteiras. Tenho lidado com tantas pessoas diferentes que é impossível me sentir sozinho outra vez. Queria contar cada detalhes incrível que me aconteceu nessas últimas horasm, mas acho que só saber que me sinto terrivelmente bem já deixariam algumas pessoas satisfeitas, nao?

Quando voltar pra Brasília vou ter milhoes de fotos pra mostrar, e me lembrarei de todos os momentos bons que tive. E sempre que tiver tempo, vou viajar pra outros lugares, pra conhecer pessoas novas e me sentir livre de verdade novamente. Tô me saindo bem? Já posso ganhar meu certificado de bom viajante? Tô aproveitando do jeito certo? Tomara que sim, porque talvez assim vou poder me sentir mais normal. Como todo mundo que tá aqui ou todo mundo que tá aí com inveja de mim.

"I don't know what I see
I don't want what I know
I don't need what I want
I don't feel what I need
I don't say what I feel
I don't do what I say
I don't like what I do
I just like to waste"

...e vao se foder se acham errado, eu nao me importo.

Saturday, January 21, 2006

Blerg

Arg... tô cansado. Ontem a noite realmente bebi demais, acabei indo pra cama mais cedo e nem saí com o povo. Acho que tô um pouco de saco cheio dessa rotina. Hoje tem outra festa, dessa vez como despedida da Nellie, a americana. Ela parece bem simpática, pena que quase nao falei com ela. Vai rolar um jantar vegetariano e depois provavelmente outra bebedeira. Novidade, nao?
Vou tentar me controlar mais dessa vez. Tá ficando meio vazio por aqui, amanha a Frida vai embora e depois de amanha o Jan. Muitas festas de despedida pela frente. Hum... acho que sobrevivo.

Hoje fui numa feira em algum lugar longe, com o Jan e o John. Gastei 30 pesos num cinto (ai...) e agora minhas calças nao caem mais! wee... Eu realmente emagreci, acho que vai ser minha compra mais útil por aqui. Conheci um holandês bem legal hoje, passei a tarde falando com ele, só nao sei como pronunciar o nome dele... er... bom, nem tenho nada de interessante pra falar e nem tô com vontade de escrever muito também, entao vou ficar por aqui.

Friday, January 20, 2006

Quilmes e Viceroys

A Laísa se foi hoje, agora vou ter que me acostumar a nao falar mais português com ninguém... Bom, nao é a pior das coisas, também. E ela me deixou algumas comidas que nao ia levar pra casa, assim como sabao em pó (droga, tenho que lavar minhas roupas urgentemente). Enfim, espero que cheguem novas pessoas em breve.

Ontem teve uma festa de despedida para a Laísa. Eles foram num restaurante vegetariano mais cedo, mas preferi ficar dormindo do que gastar 10 pesos lá. Pela madrugada, subimos todos à cobertura e ficamos lá bebendo até nao pdoer mais, pra variar. Depois, já perto de amanhecer, o povo decidiu ir pra um bar, mas obviamente tava tudo fechado. O divertido foi que encontramos um grupo de brasileiros de outro hostel na frente de um bar também e eles se juntaram ao nosso grupo, junto com outro alemao, um israelita e uma chilena. Bom, acabou que nao fomos à lugar nenhum, só ficamos perambulando pelas ruas até amanhecer.

Hoje foi um dia infernalmente quente, e o fato de que houve um problema elétrico com alguns dos quartos (inclusive o meu) também nao ajudou, porque ficamos sem ventiladores. Apesar do calor, fui com a Alejandra e a Laísa no Teatro Colon. Tá certo que 12 pesos por uma visitaçao é um grande absurdo, mas foi bem legal, muito muito muito bonito lá. Imenso, luxuoso, parece um hotel antigo... depois voltamos pra cá e, pra minha felicidade, a energia tinha voltado. Consegui dormir um pouco e agora tá se aproximando da hora de ficar bêbado novamente. Yey...

Thursday, January 19, 2006

Esperando pela noite

Mais um dia se passou por aqui e já posso dizer que me acostumei à rotina... mesmo quando nao temos festa, tem sempre alguém disposto a comprar uma cerveja e ficar vendo televisao de madrugada.

Ontem até que foi divertido, tirei a tarde pra dormir, porque realmente estava muito cansado. Acordei umas 9 da noite e Sara, a outra francesa, tava preparando um jantar comunitário, como a feijoada chilena do outro dia (ah, eu comentei que a maneira chilena leva açucar e canela? o.O). Eles juntam todas as mesas daqui do saguao e fazem como uma mesa gigante. Dessa vez foi um troço de batata com carne, muito bom. Depois o povo foi se retirando aos poucos e sobramos eu, a Laísa e o Ulisses. Depois que as cervejas acabaram, fomos para o mesmo bar de ontem e, mais uma vez, os irlandeses tavam lá pra acabar com a diversao da sinuca :P

Mas enfim, esperava algo bem chato, entao até que superou às expectativas... hoje eu supostamente ia fazer uma visitaçao ao teatro com a Laísa e a Alejandra, a colômbiana cozinheira, mas o troço começa em 10 minutos e ela ainda nao tá aqui... tá com o Jan no dentista. Ah, e uma boa notícia: acho que o Jan vai ficar poraqui mais alguns dias... e tem uma brasileira que deve chegar aqui no fim do mês e já prometeu que vai cozinhar pra mim (weee) .

Bom, a noite vai rolar uma despedida pra Laísa, que vai embora amanha a tarde. Devemos ir todos à uma bar, pra variar. Tomara que seja algum lugar com música eletrônica e coisas assim, queria dançar.

PS: O Ulisses insiste em me chamar de San Martin, por causa das costeletas. ¬¬